terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Maria-preta parasita tico-tico

É isso mesmo.
Desde a semana passada, estamos observando um curioso comportamento nos jardins da escola.
Um tico-tico (Zonotrichia capensis) se desdobra para alimentar um filhotão de maria-preta ou chupim (Molothrus bonariensis).
A plumagem da maria-preta é totalmente diferente e ela é bem maior que o tico-tico, mas ele não consegue perceber que o filhote não é seu. Também não consegue perceber que o ovo que está chocando não é seu.
Na foto a seguir, o tico-tico está à esquerda e o filhotão de maria-preta à direita.


Esse é um tipo de parasitismo comum entre as aves, muitas espécies tem esta estratégia reprodutiva. No caso da maria-preta, ela nunca contrói um ninho, sempre deposita seus ovos em ninhos de outras aves.
Além do tico-tico, outras espécies que também ocorrem no CEAN são parasitadas, como o sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris) e o sanhaço-cinzento (Thraupis sayaca).
Na foto a seguir, o tico-tico alimenta o filhotão de maria-preta.


As fotos foram tiradas hoje pela manhã. Ainda dá tempo para você observar pessoalmente essa relação.
Se você quer ler mais sobre o comportamento da maria-preta há um artigo muito interessante em

Primeiro comentário

Criado em 20 de novembro, nosso blog teve hoje seu primeiro comentário.
Progresso notável.
Valeu Carol!

Macanudo

Macanudo

Liniers

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Inteligência viral - Ricardo Young

RICARDO YOUNG

Inteligência viral


Desde o lançamento do iPhone, uma sensação generalizada vai se espalhando por todos os lugares. Alguma coisa contida nesse aparelhinho vai muito além de um celular.
Essa "coisa" contida neste objeto forçou os concorrentes da Apple a se mexerem e tentar novos sistemas operacionais, como o Android, do Google.
Nesta semana, a "febre" se repete com o lançamento do iPad. Pela primeira vez, a Apple lança um produto inovador acionando as principais redes varejistas do país, em um "frisson" poucas vezes visto por estas paragens. Pois em outras, até pernoites no sereno houve.
Então, o que acontece?
Acontece que esses aparelhos, cuja expressão mais acabada se dá nos "tablets", não são o que parecem ser. São, em essência, portais para o fenômeno da inteligência coletiva que se expressa através dos sites de busca, das redes sociais e dos bancos de dados universais. Até aqui, o leitor deve estar se perguntando: "Sim, mas o que há de novo?".
O novo é que, acrescido ao acesso às redes, esses dispositivos catalisam exércitos remotos de programadores na criação de "applets" (mini-softwares de uso instantâneo e baixo preço) que potencializam o seu uso ao extraordinário, em uma torrente criativa sem fim.
Os aparelhos não valem pelo que parecem ser, e sim pela inteligência coletiva que condensam. Esses dispositivos tornam exponenciais a capacidade cognitiva e operativa de seus usuários. Como se fossem cérebros auxiliares, práticos, móveis e individualizados.
Quando o consumidor compra um desses dispositivos, ele compra seu acesso a um fluxo criativo sem precedentes. Qual um mago, passa a usufruir do melhor da inteligência condensada, o melhor do acesso à informação e a possibilidade de multiplicar ao infinito suas relações.
Em coluna publicada na semana passada, Alexandre Hohagen nos confronta com um fato assustador: com todas as mudanças que estamos experimentando, como admitir que a educação continue sendo a última fronteira do conhecimento onde a inovação ainda não chegou?
Eu ouso acrescentar à sua reflexão uma outra. Como podemos continuar a pensar em cidadania e política sem considerarmos o enorme empoderamento que toda uma geração de jovens terá uma vez inseridos em um fluxo arrebatador de inteligência, relações e informação?
Como pensar a relação indivíduo-Estado nesta era que se avizinha?
Para quem buscava a obviedade das respostas, o tsunami do WikiLeaks não deixa pedra sobre pedra.


RICARDO YOUNG escreve às segundas-feiras nesta coluna.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0612201006.htm

Zureta na Apple - Rui Castro

RUY CASTRO

Zureta na Apple


RIO DE JANEIRO - Há pouco, em Nova York, vi-me dentro da famosa loja da Apple, em forma de cubo, perto do parque. Estava lá para fazer o que só o amor paterno justifica: comprar um certo modelo de iPod pedido pela filha. Foi a hora mais angustiante de minha vida.
Na loja, pequena para a quantidade de gente ali dentro, centenas de pessoas (de todos os sotaques, cores e idades) disputavam a cotoveladas o privilégio de comprar as últimas engenhocas eletrônicas produzidas pelo gênio humano -que, além do miraculoso iPod que eu buscava, não sei muito bem quais eram. Não ligo para multidões ou recintos fechados, e não era isso que me incomodava- mas o açodamento daquela turma para comprar geringonças sem as quais já não se pode viver.
Ouço dizer que, outro dia, no lançamento do iPad (iPad, não iPod) numa grande loja em São Paulo, pessoas dormiram na fila para serem as primeiras a comprar a caranguejola. No Rio, no Carnaval, há os que se submetem a isso para comprar ingressos para os desfiles das escolas de samba -porque eles logo se esgotam. Mas não deve ser o caso de um produto feito para vender milhões.
Ou seja, para elas, tanto fazia comprar o iPad naquele dia quanto encomendar pelo velho reembolso postal e esperar um mês pela entrega -não faltará mercadoria. Donde devo concluir que o importante não era ter o equipamento para usar, mas a primazia na sua posse, o fato de já ter um antes dos outros, de ser o primeiro no prédio, condomínio, clube ou escritório.
Saí da Apple e, ainda meio zureta, achei-me diante da Rizzoli, a linda livraria da Rua 57. Entrei, aliviado. Algumas pessoas folheavam livros. Outras falavam baixinho. Não havia fila no caixa. Ninguém se estapeava para ser o primeiro a comprar a autobiografia de Mark Twain, recém-lançada. Era um mundo antigo, de silêncio e paz.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0612201005.htm

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Coro Masculino CBA 'Amor à Natureza' - Evandro Rodriguese

Hoje é Dia do Samba.
Vamos comemorar com o Coro Masculino CBA cantando "Amor à Natureza" de Paulinho da Viola.
O disco é de 1975 e as preocupações já eram grandes.

Uma semente atirada
Em solo tão fértil
Não há de morrer
É sempre mais uma esperança
Que a gente alimenta
De sobreviver



Festa da primavera

A primavera vai alta e os jardins do CEAN estão que é uma festa só de filhotes das mais diferentes espécies de aves.
São saíras, tico-ticos, sabiás-laranjeira, sabiás-do-campo, corujas-buraqueiras, papa-capins, asas-brancas, todo tipo de ave que tem por aqui está com filhote.
Este filhotão de sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris) está todo dia voando entre o estacionamento e o jardim das salas. Semana passada ainda tinha essa mistura de plumas, penas definitivas e pele nua:


Além dos filhotes de aves residentes, outras que não são vistas todo dia por aqui tem aparecido. É o caso deste pica-pau-verde (Chysoptilus melanochloros), fotografado próximo a quadra de esportes.


Outro pica-pau que passa passa sempre pelo CEAN é o pica-pau-do-campo (Colaptes campestris). Diferentemente do pica-pau-verde, ele é mais comum por aqui e está sempre em grupos de cinco ou mais indivíduos.